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TRANSPARÊNCIA

Como identificamos a música que está a tocar

A informação pode vir da própria emissão ou de reconhecimento acústico. Explicamos a ordem das tentativas, os critérios de validação e as limitações.

Mostrar uma música errada é pior do que não mostrar nenhuma. Por isso, a Rádio Suprema só apresenta uma identificação quando consegue obter um artista e um título com estrutura válida. A ausência da caixa de música não significa que o leitor esteja avariado; significa que não houve uma resposta suficientemente segura naquele momento.

1. A primeira fonte são os metadados da emissão

Muitas rádios enviam, junto com o áudio, texto sobre o programa ou a faixa atual. Quando esse texto contém claramente artista e título, conseguimos apresentá-lo sem analisar o som. É o método mais rápido e respeita a informação escolhida pela própria estação.

Nem todas usam o mesmo formato. Algumas colocam a música num campo próprio; outras enviam XML, o nome do programa, uma mensagem publicitária ou apenas o nome da rádio. A nossa validação tenta separar campos úteis de texto que não representa uma faixa.

2. O que consideramos uma identificação válida

  • Artista e título têm de existir e não podem ser iguais.
  • Expressões genéricas como “em direto” ou o nome da estação são rejeitadas.
  • Campos vazios, demasiado longos ou com marcação técnica não são mostrados.
  • Uma capa é opcional; a música pode aparecer corretamente sem imagem.

Estes filtros reduzem falsos resultados, embora nenhuma fonte de metadados seja perfeita. Uma estação pode atualizar a informação alguns segundos antes ou depois da mudança real de faixa.

3. Quando entra o reconhecimento musical

Se os metadados não devolvem artista e título válidos, o sistema pode tentar reconhecer uma amostra do áudio. Esse processo compara características do som com um catálogo musical. Na Rádio Suprema, a alternativa é apresentada como identificação pelo Shazam para que o ouvinte saiba que a origem é diferente dos metadados da estação.

O reconhecimento depende da qualidade e do conteúdo da amostra. Uma voz de locutor sobre a introdução, um anúncio, ruído, uma versão ao vivo ou uma música muito recente podem impedir a correspondência.

4. Porque às vezes não aparece nada

Há rádios de notícias, conversa ou transmissões desportivas onde não existe uma faixa para identificar. Noutras, o servidor impede a recolha necessária, a amostra contém locução, ou os dois métodos não concordam com uma resposta válida. Nesses casos, escondemos a área em vez de preencher com “desconhecido” ou adivinhar.

5. Atualização e memória no dispositivo

Enquanto ouve, a identificação pode ser atualizada periodicamente para acompanhar a mudança de música. A Memória Musical regista no navegador as faixas válidas que apareceram durante a utilização. Esse histórico é local: não cria um perfil público nem exige início de sessão.

6. Como ajudar a corrigir um erro

Se vir uma identificação claramente errada, indique a estação, a hora aproximada e o texto apresentado. Não envie gravações protegidas nem dados pessoais. Use a página de contactos; estes elementos permitem verificar se a origem foi o metadado da rádio ou a alternativa de reconhecimento.

7. O nosso princípio: transparência antes de preenchimento

A identificação é uma ajuda, não uma declaração oficial da emissora. A interface distingue a fonte e aceita que algumas situações terminem sem resultado. Essa escolha mantém a experiência mais limpa e reduz a divulgação de informação musical incorreta.